domingo, 4 de abril de 2010

O avô de Mônica

A beleza da vida encontra-se no olhar de cada um.

Uma mesma situação pode ser olhada e sentida de diferentes formas.

Eu vejo a história que vou contar de uma maneira linda, embora possa causar dor.
Monica, querida amiga e companheira de trabalho foi com toda a família a Minas Gerais ao aniversário do avo que completaria 90 anos.
Ele desejou aque todos estivessem presentes e pediu que fossem a sua festa.
E assim aconteceu.
Muitas crianças,netos, bisnetos, tios, primas, a grande família reunida em torno daquele senhor que pode ver sua posteridade, sua herança a seu lado, e sua alegria era tanta que podia ser tocada.

Aquele simpático senhor dançou, cantou, conversou, abraçou, beijou e riu.
Os netos, bisnetos, tios, primos, irmãos, amigos, aquela bagunça do reencontro de família fazia repensar, e fazia todos crerem que a vida realmente fazia sentido, que valia a pena cultivar os laços, e que ter uma família é a melhor coisa deste mundo!

Chegar aos noventa e ver as arvores frondosas, das sementes plantadas...
Sexta, sábado, domingo de festa, união e alegria.
Na hora da despedida, o abraço apertado, o olhar saudoso, o beijo que nem quer dar...
mas o mundo da correria da sobrevivência continuava, e segunda-feira cada um precisava estar de volta a sua cidade, para o trabalho nosso de cada dia.
E assim foi.
Na noite de segunda-feira o telefone tocou.
Vovô estava no CTI.
na noite de terça-feira o telefone tocou.
Vovô faleceu.

Quando digo a Mônica chorosa e saudosa de seu querido avô, que a história tem beleza, e que meu olhar assim enxerga. A vida deu de presente uma festa de despedida na presença de pessoas amadas e com certeza repleta de grandes lições.
Ele chegou aos noventa anos amado, e pode ver seus netos e bisnetos não em uma cama de hospital, mas no ritmo do samba e do funk, de óculos escuros e mente saudável. Dando um banho de bom humor.

Não fica triste não... Vovô tá alegre, vivendo a eternidade em ritmo de alegria.
Vamos torcer para que nós também possamos criar laços assim para que ao final dos nossos dias, tenhamos ao lado netos, bisnetos, amigos. Que maneira mais bela de deixar este mundo.
Quantos nos hospitais nem tem visitas?
Vamos então aplicar as leis do amor, da alegria, dos laços familiares e mais tarde colher os frutos.
Vamos ser felizes, como vovô foi.

Um comentário:

BragaFatima disse...

A história do avô de Mônica é linda mesmo.Infelizmente eu não criei laços pq não tenho filhos e atualmente minha família se resume em 3 pessoas(eu,minha mãe e minha dog) triste não?