domingo, 21 de julho de 2013

Não se Deixe Manipular Pelo Gás Lacrimogênio!


Temos as mídias, e precisamos ficar atentos a elas,  saber o que acontece nos bairros, cidades, estados, países, na política... Porém, ainda mais essencial, é que estejamos a par do que acontece no nosso país. Se somos nós que democraticamente elegemos os nossos representantes, àqueles que cuidam de nossa terra, é nosso dever monitorar se eles cumprem o que prometem. Cabe a nós, povo.


E não é que depois, de tantas mutilações, roubos, fraudes e mortes, o brasileiro cansado de ser maltratado, envergonhado, desprezado, desonrado levantou de sua prostração e foi às ruas em protesto?! Nem mesmo o  ópio do brasileiro, representado em junho na Copa das Confederações, não o drogou? Os asfaltos acolheram jovens,  velhos e adolescentes. Cada qual com sua causa e sua história, mas com um mesmo braço forte, e o mesmo brado : Um Brasil bom para sua gente!


Mas o que quero escrever, é o que vem com o manifesto. O que a mídia mostra é segundo suas próprias intenções,e muitas vezes não é fiel aos fatos (não é novidade). É por isso que é necessário  ouvir mais que uma rádio, ler montes de jornais, ter acesso a opiniões diferentes, abrir mãos de pensamentos de esquerda e direita... Vivemos dias como os que lemos nos livros de história, só que em uma nova roupagem. Os olhos precisam estar abertos e os ouvidos bem atentos, para a gente não julgar errado, não xingar injustamente, não cuspir no rosto de quem nos defende.


Tenho a impressão de que a mídia coloca a polícia contra o povo, e o povo contra a polícia e muda o foco de tudo! A briga agora virou contra o gás lacrimogênio! Povo, povo, povo! Presta atenção na tramoia disso aí! A briga do povo não é contra polícia não, a briga do brasileiro é contra quem manda, quem governa, quem dá a ordem, e quem dá a ordem na polícia está bem acima da polícia!








 Polícia é povo também, e sofre também. E gente como a gente, e tem família, filho, mãe... E vou contar uma coisa que vi esses dias que vai chocar você. Tenho uma amiga que é  polícia militar, concursada há pouco tempo, e trabalha no jacaré, famosa favela recém pacificada do Rio de Janeiro. Ela é da Unidade de Polícia Pacificadora. Outro dia, a gente estava debatendo sobre salário e eu disse que a polícia pacificadora ganhava bem. Foi então que ela me contou seu salário. Como não acreditei, ela me fez entrar na internet, entrar no site da PMERJ e eu mesma digitei seu login e senha. O Soldo do soldado é 512, 91 (quinhentos e doze reais e noventa e um centavos) e como gratificação por ser UPP, ganha 700,00 (setecentos reais). Não acredita? Pois é, a gratificação do PM, sem ser da UPP é de 300,00 (trezentos reais). Possivelmente você não vai acreditar. Provavelmente irá até o Google e irá procurar, e vou te alertar, não é fácil achar, porque a manipulação é grande!!! Faz o seguinte!! Procure uma polícia da UPP, ou um PM, e pergunte pra ele, fale direto com a fonte, pede um contracheque. É até humilhante perguntar... Pois esta pessoa que defende tua cidade, tua família, ganha como salário, soldo, o que quiserem chamar... menos que um salário mínimo...



De qualquer forma procurei em sites e comunidades,  faces e blogs, e encontrei muitos desabafos dessa classe que sofre toda forma de preconceito. Nas manifestações, eles estão ali para fazer o trabalho que lhes é devido, e zelar pelo patrimônio público e particular... Se bem que, acho que eles também deveriam ir pra rua. Se estão preparados para situações de conflito? Se estão preocupados com as contas de casa? Se saem estressados, irados e sobretudo armados para trabalhar? Isso deixo pra vocês pensarem , responderem... Pode alguém te defender ganhando isso?



Enfim, eu estava com esse valor de soldo entalado na garganta desde que o li. É que essa palhaçada de virar o jogo das manifestações está me aborrecendo muito. Gente, não estamos lutando entre nós. Nossa luta é muito maior, não podemos perder o foco, até no ano que vem, onde nossa resposta mostrará que o povo brasileiro mudou pra valer!



O caso da violência no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, foi o mais falado da semana. Antes dele, os Direitos Humanos se colocou contra a polícia pelo excesso de força e muito gás lacrimogênio na hora de dispersar os manifestantes ou vândalos aproveitadores. Assim, o que se falava não era mais de justiça, de direitos, de corrupção, mas contra a polícia. O foco era : Polícia Truculenta!



A Polícia então,  não seguiu os manifestantes (vândalos) exaltados que destruíram a Rua Ataulfo de Paiva, Leblon, trazendo grandes danos aos comerciantes e moradores. Logo de manhã, a cúpula da polícia se reuniu com os governantes, a cidade estava triste, e os Direitos Humanos foram culpados.



Atenção! Muito cuidado com a manipulação. Isso tudo é muito maior que a gente pensa. Nossos olhos se viram para um lado, para o outro, e de repente nem sabemos mais em que lugar estamos. Não estamos contra a polícia. Não estamos contra os Direitos Humanos. Estamos a favor da Pátria Amada, do bem do povo, dos nossos direitos. Estamos lutando pelo bem dos professores, dos médicos, das crianças,dos jovens, dos idosos, e também de quem protege  a todos nós: a polícia.


Vi o vídeo abaixo, fazendo minha pesquisa e me arrepiei.
É a polícia em São Paulo, sentando junto com os manifestantes, lindo!

Compartilhe meu blog nas redes, e não perca o foco!



video

(Vídeo de Cauê Fantone - youtube)

Você viu essa cena no canal que você costuma assistir?

Reportagem do SBT e comentários de policiais com  desabafo do autor do blog e relato dos salários
http://blogdaverdaderj.blogspot.com.br/2013/02/por-que-rede-globo-nao-mostra-isso.html



sábado, 20 de julho de 2013

Cada Grito, é meu Também!



Somos feitos de fases, como dizia minha amada Cecília Meireles. "Tenho fases como a lua..." Ainda bem. E a minha agora, é de não me importar com o que as pessoas pensam do que falo. Cheguei finalmente no momento em que consigo expor o que penso. Tenho nojo de ouvir certas pessoas, e tenho que me contorcer em  ter a boa educação de respeitá-las. 


Sou mais uma brasileira, mais uma mulher, mais uma mãe, mais uma filha, mais uma professora, mais um número nesse país. Eu sinceramente me sinto representada em cada uma das causas gritadas nas ruas nos quatro cantos desse país, ainda que a causa não seja a minha própria. Eu me vejo espelhada nos olhos dos caminhoneiros, nos braços erguidos dos médicos. Minha voz ecoa no grito dos metalúrgicos, nos passos dos estudantes, no desespero dos enfermeiros... 




Tenho minhas histórias pessoais, àquelas que sofri, na pele e na alma, às que vi e compartilhei e sofri, comovi. Já estive em hospital  particular e público com meu filho quando era pequeno, e nos dois  fomos tratados pior que cachorros fedidos. No particular, quando o dinheiro acaba. No público, você não existe, não é ninguém, não é nada. O sentimento é que você realmente não vale nem um centavo. 


Vemos por aí crianças na rua, e o acaso com velhos... 
E pelo amor de Deus, não está adiantando para os governantes as pessoas irem para as ruas, os hospitais continuam negligenciados, as mulheres continuam parindo nas portas dos hospitais. Isso parece história de terror, mas é real, e ainda passa na televisão. E não adianta passar na televisão, continua sem acontecer nada! A situação está tão absurda, tão crítica que mesmo a mídia mostrando, nada se move!


Eu trabalho em frente à uma comunidade de pessoas invisíveis!!! 
A indignidade é tanta lá, que sinto dificuldade em colocar isso em palavras. Sei que existe isso no mundo, eu sei,,, mas ali elas estão ao meu lado. Eu as vejo, elas tem nome, eu escuto o choro daqueles bebês... Eles merecem menos que meus irmãos pequenos? São menos especiais que meus sobrinhos? Elas realmente podem viver daquele jeito? E a constituição com seus direitos sobre moradia, cidadania, e todas aquelas palavras lindas?

Aquelas famílias não tem saneamento básico,  elas dividem o mesmo tanque improvisado. Neste tanque elas tomam banho, lavam a louça, lavam a roupa, lavam os cabelos, lavam as fraldas das crianças, suas calcinhas de menstruação, preparam suas comidas, escovam os dentes... várias pessoas, homens, mulheres, crianças e seus muitos bebês.

O pobre não tem importância. Só na hora de votar. Aí ele é número, e a esperança de um teto, ou até da comida do dia seguinte o compra. 


Então vemos nossos "representantes" falando do alto de seus lugares seguros. Encontram-se em estados inabaláveis. Esquecem-se que tudo nesse mundo tem começo, meio e fim. As vezes, com grande velocidade. Para sempre, somente as memórias.  E quais são as  memórias que estão nos deixando? 


Aqueles a quem nós demos o poder de governar  sobre nosso dinheiro,  governar nossa saúde, nossa educação e   o futuro de nossos filhos viram as costas para nós e se refugiam em seus carros blindados e suas casas fortes.


Quanto a nós, continuamos reféns, em nossas casas desprotegidas, sem acesso à uma saúde decente, sendo obrigados a ver pais e filhos sofrerem no momento de sua maior fragilidade... alguns vendo os seus mais amados morrerem na porta dos hospitais, tendo a porta fechada em suas caras. Um Brasil negado, covarde, que exclui seus filhos, os que nasceram em seus verdes pastos...


E que não nos deixe a fé, pois precisamos dela desesperadamente.


O povo que sai às ruas me representa, cada grito, também é o meu.